terça-feira, outubro 24, 2006

PARTE 1/3 - Que peso damos para a opinião alheia em nossas escolhas?

Quantas vezes mudamos de opinião em relação a um assunto simplesmente por ouvir um amigo ou uma pessoa por quem temos grande consideração?? Ao menos para mim, não foram poucas as situações. Muitos defeitos dos quais hoje tenho lutado para me separar, vêm do período: “ouvir, ouvir e ouvir”. Essa era a lei.

Porém, com o passar do tempo, entendi que é preciso encontrar uma posição confortável em meio a tantas formas diferentes de me posicionar perante as escolhas. É óbvio, o indíviduo que sabe ouvir, se torna mais sensível aos problemas alheios e consequentemente, aprende muito mais, entretanto, ouvir exige atenção, entender as razões dos outros, não significa comprar para si todas as idéias expostas.

Além das reflexões pessoais que podemos tomar a partir dessa questão, ainda existem várias outras vertentes para o assunto. Por exemplo, por que em determinados momentos, lemos artigos e livros simplesmente para em seguida, transformar as informações recém concebidas em regentes diretos de nossos pensamentos e reflexões acerca da temática levantada?? Por que em muitas situações a opinião estampada na capa de um jornal parece ter mais importância que meus próprios valores pessoais??

O que é um jornalista?
Jor.na.lis.ta s 1. Pessoa que escreve em jornal ou revista. 2. Pessoa que dirige um jornal.

Estamos falando de pessoas, como eu e você. Pessoas, acertam e erram, certo? E erram bastante, feliz ou infelizmente. Quando um jornalista escreve um artigo, por mais “imparcial” que se julgue, está cheio de construções e vivências pessoais, a identidade/opinião de quem escreve (em maior ou menor intensidade), estarão sempre explícitas na matéria.

Ler algo de alguém importante, não pode fazer de mim escravo da opinião alheia.

Que minha consciência me ajude. Eu quero “ir pro jogo”, mas não sei se consigo sozinho...
Às vezes cansa...

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