segunda-feira, novembro 27, 2006

Hummm...

Nossa, um mês depois...rsrsrs

Ah, hj, eu não sei...

Não queria ser tão sibjetivo quanto na última postagem... Mas tô vendo que vai ter de ser assim...

Várias coisas na cabeça.. Coisa nova, coisa velha..

Problemas de sempre, problemas novos...

Dá pra enxergar a luz, aquela no fim do túnel, mas dá trbalho...

Seja o que Ele quiser...

Vou mesmo projogo?

Fui...

sexta-feira, novembro 10, 2006

Opa! Quanto tempo...rsrsrs

Bem rapidinho... Muito sono por aqui...

Status: "Feliz"
Provas: "Só o começo"
Trampo: "É isso aí.. O caminho tá traçado..."

Sono... Sim.. Sono...
Fui!

sexta-feira, outubro 27, 2006

MEU ANIVERSÁRIO!!! "Pode acordar que é cedo.."

27 de Outubro!

Eu, o "tio Lula" e mais uma porção de gente, completamos hoje mais um ano de vida...
Talvez daqui algumas décadas, eu me preocupe com o quesito idade.. Mas por enquanto...

"É cedo"

Gostoso assim, poder enxergar uma vida inteira pela frente, com tanta coisa pra viver, pra conquistar, desafio, felicidade, aprendizado, amizade...

"É cedo..."

O tempo tá comigo... Só depende de mim.

Poatz... Quanta coisa... Faculdade, casa, família, carro, horário de verão, pipoca, discussões intermináveis com o Pedrinho, SOMAI, César, Roupa Nova, orkut, competir com o Filipe (em qualquer coisa...rsrs), sol, alface, risada, HopiHari, tio Adilson, política, música, pensar, fazer gol, chorar, sonhar, internet, Corinthians, violão, coca-cola, filme na casa da Paty, ouvir, messenger, palestra de sábado, tardes de sol, conversar com o Willian, aula do Miguel, minha cama, Jd.II... E... DEUS...

"Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo:
nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia encontramo-nos..."
Mario Lago

Pra terminar, Roupa Nova, amostra do Acústico II
"É Cedo", com participação de Pedro Mariano


quinta-feira, outubro 26, 2006

"Companheiros do Orkut!"

Um vizinho, do amigo, do cunhado, do namorado, da prima de alguém que criou uma comunidade para apoiar a candidatura do Lula, conseguiu da colega, do irmão, de um cara que trabalha na campanha...rsrsrs...

Eis um rápido agradecimento a galera do orkut...rsrsrsrs...
Essa é pra vc também Taty....rsrsrs

Té mais!


terça-feira, outubro 24, 2006

PARTE 3/3 - Que peso damos para a opinião alheia em nossas escolhas?

Última postagem do tópico.

Assim como na publicação anterior, outro "famoso" dirá o que pensa, e mais uma vez nos questionaremos sobre o peso de suas opiniões em nossas escolhas.

Independente de quem fale, do que fale, a escolha final, é nossa.

Abaixo trechos de duas entrevistas com Chico Buarque de Holanda. Folha de São Paulo e Carta Capital, nessa ordem.

"Carioca", que chega hoje às lojas, está distante oito anos do CD anterior,"As Cidades", de 1998. No meio do caminho, o também escritor lançou o romance "Budapeste" (2003). Depois da Copa, ele deve retornar aos palcosapresentando o novo trabalho pelo país.

Folha - No fim de 2004, em entrevista à Folha, você via uma onda de ódio aospobres e de ódio a Lula no país. Entre aquele diagnóstico e a situação dehoje houve a crise do mensalão. Você está decepcionado? O que mudou nogoverno Lula?

Chico Buarque - É claro que esse escândalo abalou o governo, abalou quemvotou no Lula, abalou sobretudo o PT. Para o partido o escândalo édesastroso. Espero que disso tudo possa surgir um partido mais correto,menos arrogante. No fundo, sempre existiu no PT a idéia de que você ou épetista ou é um calhorda. Um pouco como o PSDB acha que você ou é tucano oué burro [risos].Agora, a crítica que se faz ao PT erra a mão. Não só ao PT, masprincipalmente ao Lula. Quando a oposição vem dizer que se trata do governomais corrupto da história do Brasil, é preciso dizer "espera aí". Quandoaquele senador tucano canastrão vai para a tribuna do Senado dizer que vaibater no Lula, dar porrada, quando chamam o Lula de vagabundo, de ignorante,aí estão errando muito a mão. Governo mais corrupto da história? Onde está ocorruptômetro? É preciso investigar. Tem que punir, sim. Mas vamos entendermelhor as coisas.

Folha - Como assim?

Chico - Pergunte a qualquer pequeno empresário como faz para levar adianteseu negócio. Ele é tentado o tempo todo a molhar a mão do fiscal para não seestrepar. O mesmo vale para o guarda de trânsito. E assim sucessivamente. Agente sabe que a corrupção no Brasil está em toda a parte. E vem agora essepessoal do PFL, justamente eles, fazer cara de ofendido, de indignado. Nãovão me comover. Eles fazem o papel da oposição, está certo. O PT também fez o "Fora FHC", uma besteira. Mas o preconceito de classe contra o Lula continua existindo -e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca vi igual. Acaba inclusive sendo contraproducente. O sujeito mais humilde ouve e pensa: "Quehistória é essa de burro!? De ignorante!? De imbecil!?". Não me lembro deninguém falar coisas assim antes, nem com o Collor. Vagabundo! Ladrão!Assassino! -até assassino eu já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente.

Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram o Lula assumir. "Agora sai já daí, vagabundo!" É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiuesse luxo de ocupar a Casa Grande. "Agora volta pra senzala!" Eu nãogostaria que fosse assim.

Folha - Você vai votar no Lula?

Chico - Hoje eu voto no Lula. Vou votar noAlckmin? Não vou. Acredito que, apesar de a economia estar atada como está, ainda há uma margem para investir no social que o Lula tem mais condições de atender. Vai ficar devendo, claro. Já está devendo. Precisa ser cobrado. Ele dizia isso: "Quero ser cobrado, vocês precisam me cobrar, não quero ficar lácercado de puxa-sacos". Ouvi isso dele na última vez que o vi, antes de eletomar posse, num encontro aqui no Rio.

Folha - O que você acha do PSOL e dessa turma que deixou o PT fazendocríticas pela esquerda?

Chico - Percebo nesses grupos um rancor que é próprio dos ex: ex-petista,ex-comunista, ex-tudo. Não gosto disso, dessa gente que está muito próximado fanatismo, que parece pertencer a uma tribo e que quando rompe sai cuspindo fogo. Eleitoralmente, se eles crescerem, vão crescer para cima do PT e eventualmente ajudar o adversário do Lula.

Papel da mídia
Não acho que a mídia tenha inventado a crise. Mas a mídia ecoa muito mais o mensalão do que fazia com aquelas histórias do Fernando Henrique, a compra de votos, as privatizações. O Fernando Henrique sempre teve uma defesa sólida na mídia, colunistas chapa-branca dispostos a defendê-lo a todo custo. O Lula não tem. Pelo contrário, é concurso de porrada para ver quem bate mais.

Manifesto
Sobretudo, não votar em Alckmin. Diante da proximidade do final do primeiro turno das eleições presidenciais, faz-se necessário vir a público a fim de dizer que não há razão alguma para votar no candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Fatos recentes relativos a dossiês e novos personagens envolvidos com o escândalo das sanguessugas aumentaram a temperatura da, até então, mais “morna das eleições” entre tantas ocorridas desde a redemocratização. Editoriais, diretores de redação de jornais e revistas, articulistas que se apresentam como “formadores de opinião pública”, todos comprometidos com o chamado “jornalismo investigativo e independente”, têm vindo a público defender o voto em Alckmin para que o mesmo seja içado ao segundo turno. No entanto, vale a pena lembrar que a forma mais cínica de totalitarismo é a moralidade seletiva.

Desde a eclosão do escândalo dos sanguessugas pairam enormes dúvidas sobre a conivência ou não dos ex ministros da saúde com o esquema de superfaturamento das ambulâncias. Nesse caso, o tucano José Serra aparece com indícios fortes de implicação direta ou, no mínimo, conivência. Mais de 70% das ambulâncias superfaturadas foram liberadas em sua gestão no Ministério, várias para o Estado de São Paulo, do então governador Geraldo Alckmin.
Estranho, para não dizer surpreendente, que o “jornalismo investigativo e independente” de nosso país, não tenha se atentado para essas questões na última semana. Será que estão satisfeitos com a nota publicada por Serra nos jornais se inocentando e dizendo que nada sabia? Por que para o “jornalismo independente e investigativo” o peso do “nada sabia” de Serra vale como declaração de idoneidade?Esta “dupla medida” em relação à corrupção tucana indica o que acontecerá em um provável governo Alckmin.

Pois, a respeito de Alckmin, não seria difícil lembrar aqui que, durante toda a campanha, o candidato tucano contentou-se em remixar um discurso arcaico de direita, com direito a bravata contra impostos, “gastança” pública, promessa de redução do Estado, de reformismo infinito da previdência e laivos de indignação contra a corrupção (na qual seu próprio partido está organicamente envolvido).

Ou seja, nada mais do que um candidato de direita em qualquer parte do mundo faria desde o início do século XX. Acrescenta-se a isto uma simpatia temerária por entidades proto-fascistas como a Opus Dei. Mas vale a pena tecer algumas considerações demoradas sobre os seus dois maiores pilares: ética e competência.

Podemos claramente imaginar o que acontecerá se Geraldo Alckmin ganhar a eleição. Ele irá impor uma lógica de abafamento e impedimento de CPIs que funcionou maravilhosamente bem na Assembléia Estadual de SP. Uma lógica a respeito da qual seu partido é especialista, já que os oito anos FHC foram marcados pela impossibilidade de investigar a fundo todos os escândalos que marcaram o governo. Quem não se lembra da presteza do chamado “engavetador-geral da República”, Geraldo Brindeiro?

Alckmin aprendeu muito bem esta lógica, tanto que nada foi investigado a respeito das suspeitas de compra de deputados estaduais via Nossa Caixa, das suspeitas de corrupção em órgão públicos como a CDHU, o Rodoanel, as privatizações de São Paulo, as doações de vestidos à sua mulher, a subvenção à revista de seu acumputurista, entre outros tantos. São mais de 60 CPIs arquivadas. Número dificilmente superável.

O Brasil quer voltar a esta época da corrupção silenciosa e “profissional”? Basta ver que sempre quando um tucano está em linha de mira, quando um mensaleiro tucano é descoberto (Azeredo), quando uma ligação com os sanguessugas é desvendada (Serra, Antero Paes de Barros), quando esquemas de financiamento ilegal são apontados (Furnas), as investigações param, tomam outro rumo e a imprensa perde gradativamente o interesse. Ou seja, nenhuma indignação ética pode justificar um voto em Geraldo Alckmin e seu partido. Alckmin é aquele que, diante do fato de até mesmo FHC reconhecer que seu partido não teve a mínima dignidade ética ao fazer tudo para livrar a cara de Eduardo Azeredo, respondeu nada querer falar sobre o assunto. É com este silêncio que ele tratará todos os escândalos que envolveram seu partido nos últimos dez anos.
Por outro lado, sua alegada competência não resiste a uma análise isenta. Sua política desastrada de segurança pública alimentou a criação do PCC.

Ao ver o resultado desastroso de sua política de segurança, baseada apenas na truculência, no Encarceramento e no extermínio, Alckmin foi sequer capaz de uma mínima auto-crítica: “Se houvesse algum problema, eu já teria identificado”, foi o que ele disse a este respeito. Retrato clássico da arrogância de quem não consegue aprender com os próprios erros. Ao contrário, ele preferiu transferir responsabilidades dizendo que o culpado era o governo federal, chegando a insinuar que algo como o PCC só poderia existir devido a algum conluio eleitoral, como se ele nada tivesse a ver com o problema. Isto a ponto de um jornalista ter-lhe dito: “Então tudo deu errado porque o senhor fez tudo certo?”.

Como se não bastasse, este “tocador de obras” conseguiu atrasar as datas de entrega de todas suas grandes obras. Sua política de educação colocou as universidades estaduais à míngua, algumas não têm sequer condição de pagar contas correntes. Seu secretário de Educação (Chalita) chegou mesmo a maquiar números a fim de tentar esconder os resultados calamitosos de sua política.

Não é por outra razão que, mesmo em seu Estado, Alckmin passou toda a campanha política em segundo lugar. Quem conhece Alckmin não parece disposto a votar em Alckmin. As razões acima e as dúvidas não respondidas nem pelos candidatos nem pelo “jornalismo investigativo e independente” dão a certeza de que o voto em Alckmin, de modo algum, representa o resgate da moralidade pública e, muito menos, o avanço das instituições democráticas republicanas. Ao contrário, ele representa a volta da corrupção silenciosa, da complacência da mídia, da criminalização dos movimentos sociais e da agenda direitista mais pura e dura. Por isto, vários movimentos sociais, como o MST, a UNE e a CUT, dizem: sobretudo, não votar em Alckmin.

Chico Buarque

PARTE 2/3 - Que peso damos para a opinião alheia em nossas escolhas?

Seguindo a linha de raciocínio da primeira postagem, vou publicar dois textos de "gente famosa" que diz o que pensa.

Eis a questão, até que ponto deixo que as citações externas se tornem mais importantes do que a verdade pessoal que eu custei a construir??

"Arnaldo Jabor - A verdade está na cara, mas não se impõe

O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor, “explicáveis” demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada ****.

A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira. Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, claro que não esquecemos a supressão, a proibição da verdade durante a ditadura, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada, broxa. Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes , as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo. Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz. Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata.

Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão na bunda. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de “povo”, consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações “falsas”, sua condição de cúmplice e comandante em “vítima”. E a população ignorante engole tudo. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados — nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização. Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento.

Deprimo-me: “Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?”. A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo . A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais aos fatos! Pior: que os fatos não são nada — só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da República. São verdades cristalinas, com sol a pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de “gafe”. Lulo-petistas clamam: “Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?”. Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de “exibicionista”.

Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de “finesse” do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando... Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para coonestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma novi-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem, de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o populismo e o simplismo.

Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em “a favor” do povo e “contra”, recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o “sim” e o “não”, teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição mundo x Brasil, nacional x internacional. A esquematização dos conceitos, o empobrecimento da linguagem visa à formação de um novo ethos político no país, que favoreça o voluntarismo e legitime o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Assim como vivemos (por sorte...) há três anos sem governo algum, apenas vogando ao vento da bonança financeira mundial, só espero que a consolidação da economia brasileira resista ao cerco político-ideológico de dogmas boçais e impeça a desconstrução antidemocrática. As coisas são mais democráticas que os homens. Alguns otimistas dizem: “Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de verdades!”.

Não creio. Vamos ficar viciados na mentira corrente, vamos falar por antônimos. Ficaremos mais cínicos, mais egoístas, mais burros.

O Lula reeleito será a prova de que os delitos compensaram. A mentira será verdade, e a novi-língua estará consagrada."

PARTE 1/3 - Que peso damos para a opinião alheia em nossas escolhas?

Quantas vezes mudamos de opinião em relação a um assunto simplesmente por ouvir um amigo ou uma pessoa por quem temos grande consideração?? Ao menos para mim, não foram poucas as situações. Muitos defeitos dos quais hoje tenho lutado para me separar, vêm do período: “ouvir, ouvir e ouvir”. Essa era a lei.

Porém, com o passar do tempo, entendi que é preciso encontrar uma posição confortável em meio a tantas formas diferentes de me posicionar perante as escolhas. É óbvio, o indíviduo que sabe ouvir, se torna mais sensível aos problemas alheios e consequentemente, aprende muito mais, entretanto, ouvir exige atenção, entender as razões dos outros, não significa comprar para si todas as idéias expostas.

Além das reflexões pessoais que podemos tomar a partir dessa questão, ainda existem várias outras vertentes para o assunto. Por exemplo, por que em determinados momentos, lemos artigos e livros simplesmente para em seguida, transformar as informações recém concebidas em regentes diretos de nossos pensamentos e reflexões acerca da temática levantada?? Por que em muitas situações a opinião estampada na capa de um jornal parece ter mais importância que meus próprios valores pessoais??

O que é um jornalista?
Jor.na.lis.ta s 1. Pessoa que escreve em jornal ou revista. 2. Pessoa que dirige um jornal.

Estamos falando de pessoas, como eu e você. Pessoas, acertam e erram, certo? E erram bastante, feliz ou infelizmente. Quando um jornalista escreve um artigo, por mais “imparcial” que se julgue, está cheio de construções e vivências pessoais, a identidade/opinião de quem escreve (em maior ou menor intensidade), estarão sempre explícitas na matéria.

Ler algo de alguém importante, não pode fazer de mim escravo da opinião alheia.

Que minha consciência me ajude. Eu quero “ir pro jogo”, mas não sei se consigo sozinho...
Às vezes cansa...

“O que é normal?”

Admitamos, ver a polícia montando bloqueios, viaturas e mais viaturas na rua, veículos sendo parados à procura de informações suspeitas; o que é “normal” hoje em dia? Aos nossos olhos, tudo isso é no mínimo “diferente”. Mas espere um pouco! A polícia cumprir seu papel não deveria ser algo normal?! Tem de ser assim! Ou não? Se repararmos bem, com o passar dos anos, nossas avaliações se tornam cada vez mais maleáveis. Falas engessadas sobre o “aumento da criminalidade” e a “falta de verbas para a melhoria dos serviços prestados pela polícia”, - sempre na tentativa de justificar todo um sistema desmotivado e sem condições de trabalho - há muito, fazem parte de nosso cotidiano.

Nessa confusão do dia-a-dia, normal mesmo é pagar o seguro do carro. Não simplesmente pela proteção ou comodidade que ele nos traz; mas principalmente, pelo fato de sermos indenizados em caso de roubo. Quem nunca pensou com atenção nessa hipótese antes de assinar o contrato?

“E você, já instalou um alarme no seu carro? Como não? Meu amigo, não saia na rua sem “mais” essa proteção!”

E ainda tem gente que se sente discriminada por “infelizmente”, não ter a cobertura do “maior e melhor bloqueador via satélite do planeta!”. É, atualmente o “normal” tem sido gastar para se proteger. Sem falar de nossa casa, que há muito não é mais nosso porto seguro. Não é exagero dizer que ela se tornou uma prisão; até a cerca elétrica já está na lista dos itens mais importantes para a família.

Nesse momento, nos questionemos de uma vez: O “normal” é fazer algo que nos inclua nessa sociedade cheia de desigualdade e disputa? Talvez, “normal” sejam os absurdos diários de Brasília; os votos comprados, as faltas nas sessões, a má distribuição de salários ou os interesses próprios que param o país, impedindo que votações importantes sejam realizadas. “Normal”, deve ser dar ouvido a uma mídia que por inúmeras vezes noticia com irresponsabilidade, e toma, freqüentemente, partido para o lado que lhe convém. A essa altura, talvez seja “normal” não ouvir quem está do nosso lado, viver sem questionar, aceitar simplesmente, vitimizar-se ante aos fatos, fechar os olhos do coração e definitivamente não seguir suas aspirações.
“Já não sei sou capaz de diferenciar o ‘absurdo’, do ‘normal’.”

Pensando bem, deve ser “normal” estacionar espaçosamente numa avenida do centro, - “só para ganhar uns minutos, sabe como é...” - bem no fim da tarde sem dar a mínima à fila de carros que cresce na retaguarda; o medo de voltar para casa quando já passaram das 23h; aquela sensação de pressa que temos ao entrar no caixa eletrônico. É, o medo, passou a fazer parte de nossa “normalidade”.

É hora de pensarmos nos limites que estabelecemos. A partir de reflexões como essa, busquemos para nós mesmos o real sentido de nossas escolhas. Que a ação impensada, nos incomode de forma que seja impossível continuar sendo conivente. Façamos que a chave de nosso crescimento, seja o bom relacionamento entre as pessoas, valorizando o que há por trás do profissional que nos atende, nos mais diferentes locais. Que essa convivência, pacífica e de mútuo aprendizado, contribua - mesmo que indiretamente - para a formação de cidadãos com valores éticos e morais, formando ciclos de comprometimento, honestidade e responsabilidade, em todos os setores.

Desse modo, o advogado não fará mal uso de seus conhecimentos; o policial rodoviário, por sua vez, não aceitará suborno ao cumprir com as normas de sua responsabilidade; o contador, não se sujeitará a forjar balancetes em seu benefício ou de outrem e o deputado, também não verá motivos para vender seu voto. Muitos são os exemplos a serem citados, e neles, percebemos que para sua construção verdadeira, é necessário esforço e empenho de cada um dos cidadãos pertencentes a nossa sociedade.

Nessa vontade de viver em um mundo melhor e mais justo, estejamos verdadeiramente atentos. Que a individualidade seja respeitada; - “que eu não seja apenas mais um número” - proporcionando condições para que cada ser quebre suas próprias barreiras, nessa soma de experiências e descobertas que fazem de nossa vida, o mais incrível dos desafios.

nor.mal adj 2g 1. Que serve de norma 2. Comum
nor.ma sf 1. Regra que se deve seguir. 2. Modelo, padrão

Davidson Gogora
22/07/2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

Como votar?!

Fácil, essa eu aprendi hj...

Basta responder a algumas perguntinhas simples...



Que dia é a eleição?

29.10.06


Bom, agora vem a parte fácil...

Se vc acordar de bem com a vida, feliz, tranquilo, faça assim:

29+10+06 = 45

Agora, se vc não acordar com todo esse bom humor...

29-10-06 = 13

hahaha...

Fácil??

quarta-feira, outubro 18, 2006

Imparcialidade?!


Será que é querer demais??

Tem uma matéria imensa na Carta Capital dessa semana...

“Os fatos ocultos...
A mídia, em especial a Globo, omitiu informações cruciais na divulgação do dossiê e contribuiu para levar a disputa ao 2º turno”

Primeiro, não criei um blog pra proteger o presidente, busco expressar meus pensamentos e reflexões. Nesse momento de eleições, minha indignação, sobretudo, nas formas pelas quais os acontecimentos têm sido divulgados na TV e nos jornais. Segundo, não é minha intenção apontar o certo e o errado, assim como milhares de brasileiros, o fato de eu acompanhar atentamente às notícias, não dá o direito de me sentir acima das opiniões pessoais dos meus amigos ou de quem quer que seja. Vejo claramente que precisamos refletir de verdade sobre esse assunto, porém, tenho consciência, de que não vim para apresentar à todos a “verdade absoluta”. Não dessa vez...rsrsrs...

Sendo assim...

Todo mundo deve se lembrar do caso dos petistas que tiveram os mandados de prisão preventiva aprovados antes das eleições (poucas horas antes, pra ser mais exato). Bom, conforme nossa legislação, não é permitido que um cidadão seja preso num período de... Acho que 72 horas antes das eleições e 48 horas depois.. Deve ser isso, salvo engano... O fato, é que a prisão foi decretada do mesmo jeito, vocês devem lembrar disso também, houve um alarde incrível na TV e nos jornais...

“Petistas envolvidos com a máfia das sanguessugas têm prisão decretada”.

Depois das eleições, o mesmo procurador que antes mostrava uma fala dura, incisiva contra “os criminosos”, declara que se o Judiciário não houvesse concedido o cancelamento da prisão preventiva, ele mesmo o teria feito. Ah, é muito pra minha cabeça... E tudo isto é informado pela mídia com um espaço reduzidíssimo em comparação ao anúncio da anterior ordem de prisão. Ao contrário do pedido de prisão, a declaração de ausência de provas e a nova disposição do mesmo procurador que o apresentou, agora, foram tratados como fatos corriqueiros.

Vide Folha de São Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u84660.shtml

Ainda têm todas essas afirmações puramente políticas que a gente acaba engolindo todo dia... Lembra aquele delegado que cuidava da investigação do dinheiro da máfia das sanguessugas??

“De onde veio o dinheiro??”

Cansa ficar ouvindo isso não é?? Por mais que seja justo sabermos a origem, assim como exigirmos a prisão dos envolvidos, não se pode utilizar esse tipo de informação só pra campanha. Abaixo a gravação do delegado conversando com os repórteres antes da imagem da pilha de dinheiro ser divulgada. Ele pediu que os jornalistas mentissem sobre a origem do material. "Digam que o Cd foi roubado ou coisa assim".

Abaixo matéria divulgada como combinado entre repórter e delegado.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3009200603.htm


Que contradição ridícula...
A seguir, a fala do próprio delegado:

"Eu vou confiar em vocês. Vai parecer que alguém roubou e vazou para a imprensa. Mais ninguém tem isso aí, só eu. Nem o superintendente (...) Quando vocês passarem na TV, pessoal, tira o nome da Protege e tira essa data aqui."

"Tem que sair no Jornal Nacional e na Ana Paula Padrão. Isso aí vazou ontem, então tem que fazer hoje de manhã. O que não pode é perder (...) tem que entrar no jornal logo no primeiro horário da noite, não pode já sair no Jornal Hoje.”

Quem quiser dar uma olhada, tem a fala dele com os repórteres na íntegra, ele não sabia que estava sendo gravado...

Gravação áudio – youtube.com
http://www.youtube.com/watch?v=1m2vWg8WS08

Íntegra em texto
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/395001-395500/395126/395126_1.html

Tem coisas que não entram na pauta do Jornal Nacional... E quer saber, nunca vão entrar...

Quanto à imparcialidade, deixa pra lá...

Não dá pra exigir isso. Ninguém pode ser neutro... Está mais que provado que a Folha, o Estado e o Jornal Nacional se omitem (risos), mas... Até mesmo minha fala, por trás de um discurso analisador, crítico, no sentido geral, é também parcial. Contém minha história; quando me coloco, minhas experiências pessoais fazem a diferença, é o que acredito e o que penso.

É...

“A gente não tem cara de panaca...” Ou tem??

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